Webrings

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Observando os webrings como redes, seus espaços de fluxos seriam constituídos por (a) blogs, que seriam os nós principais dos webrings, sobre os quais se estabeleceriam os links que formam a rede; (b) comentários, que seriam o espaço de interação dos blogs, onde os fluxos são mais variados (de diferentes fontes)e rápidos (interação mútua) e (c) trackbacks, que seriam um espaço de junção de vários nós. Cada blog é, portanto, um espaço de fluxos dentro dos webrings. Neste sentido, os sujeitos, representados por seus blogs, comentários e posts, também são constituídos de fluxos de informação, que cruza e se choca com outros fluxos. Trata-se de uma subjetividade construída no espaço, pelos fluxos de comunicação. Os blogs seriam os nós principais dessas redes porque são constituídos de posta que, muito freqüentemente, trazem consigo links, hipertextos para outros hipertextos (muitas vezes para outros blogs). além disso, cada weblogs costuma conter uma lista de outros weblogs que, como explicamos, fazem parte de webring do blogueiro. Portanto, a quantidade de novos links proporcionados por cada weblog é muito grande. eles constituem-se, também, no “lugar” a ser visitado no ciberespaço, onde esses fluxos de informação, especificamente, serão encontrados de modo organizado. Um lugar onde a rede poderá ser reaprendida em seu sentido. O espaço proporcionado pelos comentários também é muito importante. Primeiramente porque todos os blogs que possuem tal ferramenta costumam marcar o número de comentários feitos até o momento, para que, tanto os leitores, quanto o próprio blogueiro, possam perceber quando há novidades. Há blogueiros que, inclusive, recebem os comentários como mensagem em seus celulares. Os comentários tonrma aquilo que seria um bloco de texto estático em um conjunto dinâmico de interação. Há comentários sobre comentários. Há blogs que chegam a 200 comentários por post, colocando vários posts por dia. A realidade é que a ferramenta proporciona um fórum um espaço de manifestação democrática. E muitas dessas ferramentas de comentários proporcionam também que os comentaristas acrescentem links aos seus comentários. Novas redes, portanto, formam-se também aqui, muitas vezes, no choque entre comentários (no caso de stalkers), outras vezes na intertextualidade dos comentários, que reportam a outros fluxos e nós. Também a ferramenta de trackback permite que novas redes sejam formadas novas redes hipertextuais. ali percebe-se a formação de redes de informação e trocas, principalmente sobre os links e informações dos links. É importante perceber os blogs como modificadores da topologia do ciberespaço. A cada novo post, a cada novo comentário, e a cada novo link, os blogs atuam de modo a reconfigurar a Internet, alterando as redes, criando novos nós e fluxos convergentes, divergentes e complexos. Como a quantidade de blog e de novas conexões é muito grande, essas modificações têm sido sentidas dentro da própria internet. Os blogs têm interferido diretamente nos mecanismos de busca da Rede (como é o caso do Google), cujos engines não estão preparados para tal quantidade de fluxos de informação

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